Dom e Bruno: PF vê fortes indícios de que 'Colômbia' lidera associação criminosa de pesca ilegal no Vale do Javari

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Além disso, as investigações apontam que os envolvidos vivem da prática da pesca ilegal – principalmente de pirarucu e tracajá, inclusive durante a época de defeso – e andam armados. Há depoimentos que indicam que os integrantes da associação criminosa pressionam os pescadores que têm seus pescados apreendidos por fiscalizações e ações policiais

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Apresentadora do Estúdio I, na Globonews, comentarista de política da CBN e escrevo sobre os bastidores da política no g1

Dom e Bruno: PF vê fortes indícios de que 'Colômbia' lidera associação criminosa de pesca ilegal no Vale do Javari Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, foi preso em junho por suspeita de envolvimento na morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips. A PF faz uma operação nesta sábado (6) para investigar associação criminosa, pesca ilegal e contrabando no AM.

06/08/2022 12h01 Atualizado 06/08/2022

1 de 1 Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, foi preso em junho por suspeita de envolvimento na morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips. — Foto: Divulgação Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, foi preso em junho por suspeita de envolvimento na morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips. — Foto: Divulgação

A Polícia Federal vê “fortes indícios” de que Ruben Dario da Silva Villar, homem conhecido como “Colômbia” que foi preso por suspeita de envolvimento na morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips, lidera uma associação criminosa de pesca ilegal que atua no Vale do Javari – inclusive em terras indígenas .

As investigações apontam que ele fornece barcos, motores e insumos como adiantamento do pescado ilegal.

A PF cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na manhã desta sábado (6) nas casas de “Colômbia”, Amarildo Costa de Oliveira (“Pelado”), Jânio Freitas de Souza, Laurimar Lopes Alves (“Caboclo”) e outros envolvidos para investigar o funcionamento desta associação criminosa.

Associação criminosa de pesca ilegal

Além dos investigados e citados na investigação, investigadores apontam ser possível que existam outros pescadores e ribeirinhos ainda não identificados das comunidades da região que façam parte da associação criminosa liderada por “Colômbia” .

Segundo o blog apurou junto a investigadores, ele tem uma influência sobre praticamente todos os pescadores das comunidades amazonenses de São Gabriel, Atalaia do Norte e Benjamin Constant.

E a apuração indica que os investigados praticam os referidos crimes em região que se estende à tríplice fronteira com Peru e Colômbia .

Além disso, as investigações apontam que os envolvidos vivem da prática da pesca ilegal – principalmente de pirarucu e tracajá, inclusive durante a época de defeso – e andam armados. Há depoimentos que indicam que os integrantes da associação criminosa pressionam os pescadores que têm seus pescados apreendidos por fiscalizações e ações policiais.

A investigação descobriu, ainda, que a Marinha apreendeu uma embarcação comprada por “Colômbia” que estava com uma grande carga de pirarucu durante as operações de busca dos corpos de Bruno e Dom.

Além de “Colômbia”, “Pelado” e “Caboclo”, são alvos da operação da PF Otavio da Costa de Oliveira (“Gueirão”), Eliclei Costa de Oliveira (“Sirinha”), Amarildo de Freitas Oliveira (“Dedei”), Manoel Raimundo Correia (“Deo”), Francisco Lima Correia (“Chico Tude”), Paulo Ribeiro dos Santos e Francinery Lopes de Andrade (“Papa”).